Nos acompanhe através das redes socias

Boletim Informativo

Para manter-se atualizado, cadastre seu e-mail e receba os nossos informativos periódicos!

28 de Maio de 2020

TJDFT - Isolamento social reforça laços de famílias adotivas do DF

Fonte: Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios

Ficar em casa para se proteger da Covid-19 tem aproximado ainda mais famílias que receberam filhos por meio da adoção, já que restrições às atividades fora de casa têm concentrado as relações no núcleo familiar. “Nessa fase de isolamento social, os laços estão sendo construídos de forma mais intensa. A família precisa conviver. Não há como terceirizar, contar com uma rede de apoio”, explica a psicóloga Luiza Santoucy, da Seção de Colocação em Família Substituta da Vara da Infância e da Juventude (SEFAM/VIJ). Ela cita como exemplo o papel das escolas na adaptação da criança ao novo ambiente, fechadas no período. “É basicamente o núcleo familiar convivendo, dia e noite, com os desafios que o isolamento impõe. Os relatos são muito positivos de que essa convivência mais intensa tem sido boa na construção do laço, na intensificação do vínculo”,  afirma a psicóloga.

Uma família cada vez mais unida

“Têm sido dias muito bons. Nossos laços têm ficado cada vez mais fortes. A gente tem dado boas risadas, brincado bastante”, conta Juliano Lopes. “Estamos nos reinventando, aprendendo atividades que não pensávamos em fazer juntas”, adiciona Érica Lopes. Os dois são pais da Maria Eduarda, de 11 anos, que chegou para completar a família em dezembro de 2018.

A casa anda movimentada de atividades. Eles têm cozinhado todos os dias, descoberto novos sabores e coisas, costurado, inclusive produzido máscaras para doação. “Temos os desafios: conviver, dormir e acordar todos os dias juntos. Mas acho que estamos indo bem”, fala Érica.

O isolamento também tem servido para o conhecimento. “Aproveitar para entender as diferenças e conviver uns com os outros faz parte. No fim do dia, vale muito a pena a gente se conhecer, se entender melhor e se tornar cada dia uma família mais unida”, diz Juliano.

O pai conta que a chegada da Maria Eduarda foi muito desejada.  “Sempre tivemos vontade de adotar uma criança, de compartilhar nossas vidas com uma criança que sonhasse em ter uma família. Com a dificuldade em termos um filho biológico, esse desejo se tornou ainda mais forte, e então decidimos avançar no processo”, relata Juliano. Ele conta ainda que mudaram o perfil de recém-nascido para crianças de mais idade. “E acho que não vamos parar na Duda não”, finaliza ele.

Duda, super à vontade em casa e com a família, mostra-se muito carinhosa com os pais. “Eu sou muito beijoqueira. Beijo minha mãe e meu pai toda hora; dou abraço”, fala a menina.

Tempo de afeto e desenvolvimento

Cheia de atividades, a quarentena na casa de Luiz Henrique, de 9 anos, filho da Cilene e do Marcus Amorim, também tem sido de aproximação. “Luiz está conosco há quatro meses. Estamos construindo esse amor a cada dia. Graças a Deus, estamos tendo paz e harmonia em casa”, afirmam os pais do menino.

Os dois têm duas filhas, com 33 e 28 anos, já casadas. Em 2018, eles decidiram aumentar a família pela adoção. “Temos duas filhas, mas sempre queríamos ter um filho do coração. Ele nasceu no meu coração e no do Marcus, e esse amor está crescendo a cada dia”, declara Cilene.

Como a escola de Luiz não tem mantido aulas on-line, os pais se dividem para ensinar o filho e incentivar a leitura. O pai conta que Luiz é uma criança bastante ativa e que, antes da quarentena, realizava diversas atividades ao ar livre, que precisaram ser repensadas agora. “Tivemos que inventar, praticamente voltar no tempo. Estamos fazendo brincadeiras que hoje em dia não se brincam mais. Brincamos até de pique-esconde no apartamento”, relata ele.

Mas os pais contam que sempre há algo a ser superado dadas as limitações do isolamento. “Cada dia um desafio diferente, já que não sabemos até quando irá a quarentena. Mas a felicidade é ver o desenvolvimento do Luiz. Estou muito feliz”, fala Cilene. E o pai completa: “O Luiz tem mostrado pra gente o quanto cresceu, está mais concentrado no que vai fazer e tem se superado”.

Luiz comemorou seus 9 anos em casa, com a família, em meio à pandemia. O menino agradece os pais que tem. “Foi uma surpresa e tanto que eu levei. O amor é tanto pra eles! Quatro meses me ensinando”, declara Luiz.


Fonte: Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios

Confira Também