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15 de Fevereiro de 2019

Clipping – G1 - Cerimônia reúne 50 casais venezuelanos em casamento coletivo em abrigo de RR: 'nosso sonho realizado', diz noiva

Fonte: G1

Ação foi no abrigo Rondon 2, onde vivem os casais em Boa Vista. Programa é uma iniciativa do Tribunal de Justiça de Roraima.

Cinquenta casais venezuelanos tiveram o direito a constituírem, no papel, suas famílias na tarde desta quinta-feira (14) em um casamento coletivo realizado no abrigo Rondon 2, no bairro 13 de Setembro, zona Sul de Boa Vista.

Entre os casais presentes nesta quinta, estava Netzaida Salas e Jackson Mejias, que estão há 3 meses no Brasil. Os dois mantém a união desde quando moravam no país vizinho, na cidade de Valência, no Norte venezuelano.

"O casamento é por nossa família, por nossos filhos. Ela é a mulher da minha vida. São cinco anos juntos e agora casados em outro país, mas muito felizes", disse Mejias, ao lado da mulher.

A cerimônia que entregou os termos de união estável contou com a participação de imigrantes que vivem no local e do juiz da Justiça Itinerante, Erick Linhares, que assinou a documentação. Militares e representantes de organizações não governamentais também participaram. Toda a decoração do espaço destinado aos casais foi feita pelos próprios venezuelanos.

O programa é uma iniciativa do Tribunal de Justiça de Roraima e já reconheceu outras 500 uniões estáveis entre 2017 e 2018. Essa é a segunda vez que a serviço é ofertado a imigrantes venezuelanos. No final do ano passado, outros 60 casais já haviam se casado.

A celebração não foi só para casais héteros. As venezuelanas Deilideth Herrera e Yanni Salazar conseguiram o direito de formalizarem a união estável nesta quinta. Segundo elas, na Venezuela isso não seria possível, já que no país vizinho não há reconhecimento de casamentos homoafetivos.

"A gente vive junto há quase 9 anos, mas nunca tivemos a chance de nos casarmos porque no nosso país não é permitido. Aqui não, aqui nosso amor pode ser legalizado, tudo nos papéis, com nossos direitos garantidos", disse Yanni em entrevista ao G1.

De acordo com o juiz Erick Linhares, o objetivo da ação é atender os imigrantes com os mesmos serviços disponibilizados aos brasileiros. O TJRR tem convênio junto ao Alto Comissariado das Nações Unidas (ACNUR) para os atendimentos nos abrigos.

“O que estamos fazendo aqui é reconhecendo os vínculos familiares que se formaram dentro dos abrigos. Embora não seja um casamento, aos olhos da lei [a união estável] tem o mesmo efeito e eles estão felizes", afirmou Erick.

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