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14 de Fevereiro de 2019

TJ/AP: Relação de paternidade afetiva com 19 anos de existência é formalizada pela Justiça do Amapá

Fonte: TJ/AP

Depois de 19 anos de convivência mútua, mais uma família buscou os serviços da Justiça do Amapá para consolidar formalmente uma relação já existente de fato: neste caso uma paternidade afetiva. A família formada por Laércio Almeida Cardoso, sua companheira Márcia de Jesus Justo Basto e Thiago Fauzi Justo Basto foi objeto de mais um Reconhecimento de Paternidade Afetiva mediado pela equipe do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) do 2º Grau, do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), na última terça-feira (12).

Thiago é fruto de relacionamento anterior de Márcia de Jesus, mas Laércio o tem como filho desde o início da relação com sua mãe. “O tenho como filho e ele me tem como pai, então foi uma oficialização de algo já muito real em nossas vidas. Por onde andamos todos já sabem que Thiago é meu filho e eu sou pai dele, mas agora esta relação existe legalmente”, declarou Laércio.

Márcia, que chegou a se emocionar durante a audiência, expressou sua felicidade por ver a família agora oficialmente constituída. “É um dia de muita alegria quando formalizamos uma longa relação, já com quase 20 anos, sempre marcada por muito amor, carinho e cuidado de um com o outro. É tanto tempo de convivência que o filho já adquiriu as maneiras, os gestos e as características do pai”, registrou Márcia.

A mãe declarou também seu desejo de que mais famílias possam usufruir deste serviço e oficializem suas situações. “Muitas vezes os relacionamentos chegam a acabar e as crianças afetadas pela relação acabam perdendo as referências que adquiriram depois de tanto tempo, e um gesto como esse, de oficializar o que já existe de fato, ajuda a conservar a relação dos filhos com os pais”, considerou Márcia.

Thiago registrou sua gratidão pela oficialização da situação familiar, ato que acrescenta o sobrenome Guerra a seus documentos, mas explicou que no dia a dia pouca coisa vai mudar. “O amor, o carinho e nossa relação continuam os mesmos, fortes como sempre, pois sempre foi uma relação de pai e filho mesmo”.

Laércio reiterou o desejo de sua companheira Márcia, de que mais famílias se beneficiem com este serviço. “É sempre melhor garantir o reconhecimento oficial do que, lá na frente, precisar de um ato mais complicado para que se reconheçam os direitos que os dois, no nosso caso pai e filho, têm”, complementou.

Segundo a mediadora Nilce Ferreira, supervisora do Programa Conciliação Itinerante, o atendimento começou ainda na sexta-feira passada (08) na Igreja N. Sra. Do Perpétuo Socorro, mas a chuva intensa e a queda do sinal de internet obrigaram a equipe a adiar a resolução para esta terça-feira. “O Reconhecimento de Paternidade Socioafetiva integra os serviços contemplados pelo Cejusc no âmbito da Cidadania, e possibilita que um pequeno detalhe, como o sobrenome no documento, preencha aquela lacuna para o pleno e oficial reconhecimento do vínculo”, concluiu.

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